Burnout, sistema nervoso e mandíbula: quando a dor não começa nos dentes.

Burnout não é apenas cansaço mental O burnout vai muito além do esgotamento psicológico. Ele representa um estado em que o sistema nervoso aprende a funcionar em alerta contínuo. Quando a sobrecarga emocional se prolonga por meses ou anos, o cérebro entra em um modo de hiperadaptação, mantendo ativado o eixo do estresse mesmo na ausência de ameaças reais. Nesse cenário, o corpo perde a capacidade natural de alternar entre tensão e descanso. A sensação de pausa desaparece, o sono deixa de ser restaurador e o organismo passa a operar como se estivesse permanentemente “ligado”. O impacto do burnout no corpo Quando o sistema nervoso não consegue desligar, o corpo precisa encontrar estratégias físicas para conter esse estado de alerta constante. É nesse ponto que surgem manifestações corporais aparentemente desconectadas do estresse emocional, como dores musculares persistentes, fadiga profunda e alterações funcionais. A mandíbula passa a cumprir um papel silencioso nesse processo. A mandíbula como ponto de contenção do estresse A musculatura mastigatória possui uma conexão direta com o sistema límbico e com o tronco cerebral por meio do nervo trigêmeo. Essa conexão faz da mandíbula uma das principais áreas de descarga e contenção emocional do corpo. No contexto do burnout, essa musculatura entra em contração sustentada. Não se trata de ansiedade pontual ou de um simples hábito, mas de uma adaptação neuromuscular. O corpo encontra na mandíbula um ponto físico para “segurar” aquilo que o sistema nervoso não consegue mais regular. Bruxismo e apertamento como resposta adaptativa Do ponto de vista fisiológico, o bruxismo associado ao burnout não é um comportamento voluntário nem um vício. Ele é uma resposta adaptativa de um sistema nervoso que perdeu a capacidade de autorregulação. Esse padrão neuromuscular é comum em pessoas altamente funcionais e costuma se manifestar por meio de: Enquanto o foco do tratamento estiver apenas nos dentes ou na placa oclusal, o corpo continuará utilizando a mandíbula como válvula de contenção emocional. A relação entre ATM, cervical e sistema nervoso A articulação temporomandibular, a musculatura cervical e o sistema nervoso central funcionam de forma integrada. Quando a mandíbula permanece em estado de tensão contínua, a cervical se adapta para estabilizar o crânio, gerando sobrecarga muscular, dor no pescoço, ombros e até cefaleias recorrentes. Esses sintomas não surgem de forma isolada. Eles fazem parte de um mesmo padrão de adaptação corporal ao estresse crônico. Uma nova forma de compreender a dor Quando entendemos o burnout como um fenômeno corporal — e não apenas mental — a dor deixa de ser aleatória. Ela passa a ser um sinal claro de sobrecarga sistêmica. Nesse contexto, o tratamento precisa ir além do sintoma. É necessário compreender por que o sistema nervoso adotou aquele padrão, quais eixos estão sustentando a tensão e como reorganizar o equilíbrio neuromuscular do corpo. A abordagem da Clínica Ortopretti Na Clínica Ortopretti, a dor orofacial, o bruxismo e as disfunções da ATM são avaliados de forma integrada. O olhar não se limita aos dentes, mas inclui sistema nervoso, postura, musculatura cervical, padrões respiratórios e estresse neuromuscular. Ao tratar a causa e não apenas o efeito, o corpo deixa de compensar e passa a recuperar sua capacidade natural de autorregulação. Conclusão Burnout não é fraqueza emocional. É um estado fisiológico de adaptação extrema. Quando o corpo não encontra espaço para descarregar o excesso, ele escolhe a mandíbula como ponto de contenção. Reconhecer essa relação é o primeiro passo para interromper o ciclo da dor e devolver equilíbrio ao sistema como um todo. A Clínica Ortopretti atua para transformar sintomas persistentes em compreensão clínica e cuidado efetivo. 👉 Agende agora mesmo uma avaliação na Clínica OrtoPretti — Odontologia e Ortodontia no Tatuapé. Estamos prontos para cuidar do sorriso do seu filho!

Ingrid Detilli

Endontista