A deficiência de vitamina D é amplamente conhecida por seus impactos nos ossos e no sistema imunológico. No entanto, seus efeitos sobre a saúde bucal ainda são pouco compreendidos — e, em muitos casos, subestimados. O que a ciência vem mostrando é que a vitamina D exerce um papel central na regulação biológica da cavidade oral, influenciando desde a qualidade do esmalte dentário até a resposta inflamatória das gengivas.
Na Clínica Ortopretti, entendemos que a saúde bucal é resultado de um equilíbrio sistêmico, biológico e, muitas vezes, herdado.
O impacto direto da vitamina D na boca
Quando os níveis de vitamina D estão baixos, uma cascata de alterações biológicas passa a ocorrer na cavidade oral.
A deficiência compromete o metabolismo do cálcio e do fósforo, minerais fundamentais para a formação e manutenção do esmalte dentário. O resultado é um esmalte menos mineralizado, mais poroso e mais suscetível ao desgaste e às cáries.
Além disso, a vitamina D tem papel essencial na regulação do sistema imunológico. Sua deficiência está associada a uma resposta inflamatória exacerbada e a uma menor capacidade de defesa contra bactérias orais, favorecendo o surgimento de gengivite, periodontite e infecções recorrentes.
Clinicamente, isso se traduz em maior risco de inflamações gengivais persistentes, sangramentos frequentes e dificuldade de controle de doenças periodontais.
Vitamina D como reguladora epigenética
A vitamina D atua no organismo como um verdadeiro hormônio epigenético. Ao se ligar ao receptor de vitamina D (VDR), ela regula a expressão de centenas de genes envolvidos em funções fundamentais para a saúde bucal.
Entre essas funções estão:
a mineralização dentária, por meio do equilíbrio entre cálcio e fósforo no esmalte;
a modulação da inflamação, reduzindo a produção de citocinas pró-inflamatórias;
a produção de peptídeos antimicrobianos, como a catelicidina (LL-37), essencial para o controle bacteriano na cavidade oral;
a reparação e cicatrização dos tecidos gengivais após inflamações ou procedimentos odontológicos.
Quando os níveis de vitamina D estão inadequados, esses genes deixam de ser ativados de forma eficiente, comprometendo a capacidade de defesa, reparo e manutenção dos tecidos bucais.
A influência das memórias biológicas herdadas
O impacto da vitamina D na saúde bucal nem sempre começa na vida atual. Experiências vividas por gerações anteriores — como escassez nutricional, privação solar, doenças infecciosas crônicas, guerras, migrações forçadas ou períodos prolongados de confinamento — podem deixar marcas epigenéticas duradouras.
Essas marcas podem alterar:
a sensibilidade do receptor VDR;
a eficiência da absorção de cálcio;
a resposta inflamatória da mucosa oral;
a capacidade de defesa antimicrobiana dos tecidos.
Como resultado, mesmo indivíduos que hoje apresentam ingestão adequada de vitamina D podem manifestar uma tendência maior à inflamação gengival, esmalte dentário mais vulnerável e resposta imunológica oral menos eficiente.
Não se trata apenas de falta de vitamina D, mas de uma regulação biológica herdada que foi alterada ao longo do tempo.
Manifestações clínicas da deficiência de vitamina D na boca
Quando a vitamina D está baixa ou quando o sistema regulatório está desajustado, a cavidade oral torna-se mais vulnerável a:
doença periodontal precoce;
sangramento gengival persistente;
cáries de repetição;
sensibilidade dentária aumentada;
cicatrização lenta após procedimentos odontológicos.
Esses sinais muitas vezes são tratados de forma isolada, sem que a causa sistêmica seja investigada.
O que acontece quando a vitamina D está adequada
Quando os níveis de vitamina D são corrigidos e o sistema regulatório do organismo é reequilibrado, observa-se uma melhora significativa da saúde bucal:
esmalte mais resistente e menos suscetível a cáries;
gengivas mais estáveis e menos inflamadas;
melhor resposta imunológica local;
redução da inflamação crônica da cavidade oral;
melhor cicatrização após procedimentos odontológicos.
O equilíbrio biológico reflete diretamente na qualidade dos tecidos bucais.
Um olhar ampliado sobre a saúde bucal
Na Clínica Ortopretti, acreditamos que a odontologia moderna precisa ir além da superfície. Existem programações biológicas inconscientes, muitas vezes herdadas, que influenciam como o corpo responde à inflamação, à perda mineral e à regeneração tecidual.
Identificar esses padrões e tratá-los de forma integrada permite não apenas controlar sintomas, mas promover saúde bucal verdadeira e duradoura.
Conclusão
A vitamina D desempenha um papel fundamental na saúde da cavidade oral, influenciando esmalte, gengivas, imunidade e cicatrização. Sua deficiência — especialmente quando associada a alterações epigenéticas herdadas — pode tornar a boca mais vulnerável a doenças crônicas e recorrentes.
Cuidar da saúde bucal é também compreender o funcionamento biológico do corpo como um todo.
Na Clínica Ortopretti, unimos ciência, visão sistêmica e cuidado individualizado para promover equilíbrio, prevenção e saúde real desde a raiz.
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