DTM em mulheres: por que elas são mais afetadas?


Embora qualquer pessoa possa desenvolver DTM, diversos estudos mostram que as mulheres são mais afetadas, especialmente entre a fase jovem adulta e a meia-idade. Esse fenômeno envolve fatores biológicos, emocionais e comportamentais.


A influência hormonal na articulação

Um dos fatores que ajudam a explicar essa maior incidência está relacionado à influência hormonal.

O hormônio estrogênio, presente em maior quantidade no organismo feminino, pode influenciar diretamente os tecidos articulares e musculares. Ele atua na modulação da inflamação, da sensibilidade à dor e também na estrutura dos ligamentos e cartilagens.

Na articulação temporomandibular, essa influência hormonal pode tornar alguns tecidos mais suscetíveis a inflamações ou alterações funcionais, favorecendo o desenvolvimento de sintomas relacionados à DTM.

No entanto, os hormônios não explicam tudo.

Existe também um componente importante ligado ao estilo de vida e às demandas emocionais que muitas mulheres enfrentam diariamente.

O peso da sobrecarga emocional e do estresse

Além dos fatores biológicos, há algo que raramente é discutido dentro da odontologia tradicional: a sobrecarga da vida moderna feminina.

Muitas mulheres acumulam múltiplos papéis ao mesmo tempo. Entre eles estão responsabilidades profissionais, cuidados com a família, organização da casa, vida social e gestão emocional de diferentes relações.

Essa soma de responsabilidades pode gerar níveis elevados de estresse e tensão constante.

Quando o corpo permanece em estado de alerta por longos períodos, ele responde fisicamente. Em muitos casos, essa resposta aparece na musculatura da face e da mandíbula.

É comum que pacientes com DTM apresentem sinais como:

• dor muscular na face
• apertamento ou ranger dos dentes
• dor na articulação da mandíbula
• cefaleia frequente
• sensação de tensão na mandíbula
• desgaste dentário causado por sobrecarga

Esses sintomas podem surgir de forma gradual e muitas vezes são ignorados no início, até que passem a interferir nas atividades do dia a dia.

DTM não é apenas um problema da articulação

Durante muito tempo, a DTM foi tratada apenas como um problema localizado na articulação da mandíbula. Hoje, a odontologia moderna compreende que essa condição é multifatorial.

Isso significa que ela envolve uma combinação de fatores, como:

• funcionamento muscular
• posição e sobrecarga da articulação
• hábitos parafuncionais, como apertamento dentário
• níveis de estresse e tensão emocional
• fatores hormonais e biológicos

Por esse motivo, o tratamento da DTM não deve olhar apenas para os dentes ou para a articulação isoladamente.

É fundamental compreender o contexto de vida do paciente, seus hábitos, rotinas e níveis de tensão muscular.

Muitas vezes, a articulação em sofrimento é apenas o reflexo de um corpo que vem lidando com excesso de carga física e emocional.

A importância de um olhar mais amplo no tratamento

O tratamento da DTM exige mais do que técnica. Ele exige escuta, avaliação detalhada e uma abordagem que considere o paciente de forma integral.

Cada pessoa possui uma história diferente, hábitos diferentes e fatores específicos que podem contribuir para o desenvolvimento da disfunção.

Por isso, o diagnóstico correto é essencial para definir a melhor abordagem terapêutica, que pode envolver diferentes estratégias para aliviar a dor, reduzir a sobrecarga muscular e restabelecer o equilíbrio da articulação.

Na Ortopretti, o tratamento da DTM é conduzido com uma visão ampla da saúde do paciente, considerando não apenas os aspectos odontológicos, mas também os fatores funcionais e comportamentais que podem influenciar a condição.

Um olhar para além da boca

A DTM muitas vezes não é apenas uma articulação em sofrimento.

Ela pode ser o reflexo de vidas intensas demais e pausas de menos.

Entender isso é fundamental para que o tratamento seja realmente eficaz.

A odontologia moderna precisa olhar além da boca e compreender a pessoa como um todo — sua rotina, suas tensões e a forma como o corpo responde a tudo isso.

Afinal, quando se trata de DTM, não estamos falando apenas de articulação.

Estamos falando de função, emoção, tensão muscular e da vida que cada pessoa está vivendo. 🦷✨


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Ingrid Detilli

Endontista