Dor de cabeça ou dor de ouvido? O problema pode estar na sua mandíbula


É comum pensar que uma dor de cabeça frequente seja causada apenas por estresse ou enxaqueca.

Da mesma forma, uma dor próxima ao ouvido costuma fazer muitas pessoas procurarem um otorrinolaringologista.

Mas, em alguns casos, a origem desses sintomas pode estar em outro lugar: na articulação da mandíbula.

Na prática clínica da Ortopretti, muitos pacientes chegam ao consultório sem imaginar que dores na cabeça, na face ou ao redor do ouvido podem estar relacionadas à Disfunção Temporomandibular (DTM), uma condição que afeta a articulação temporomandibular (ATM) e os músculos responsáveis pela mastigação.


O que é a ATM?

A ATM é a articulação que conecta a mandíbula ao crânio.

Ela participa de movimentos que realizamos dezenas de vezes ao longo do dia, como:

• falar
• mastigar
• bocejar
• sorrir
• abrir e fechar a boca

Quando essa articulação ou sua musculatura não funcionam de forma equilibrada, podem surgir diversos sintomas.

Por que a dor pode aparecer no ouvido ou na cabeça?

A mandíbula, a face, o pescoço e a região ao redor dos ouvidos trabalham de forma integrada.

Por isso, quando existe uma sobrecarga na ATM ou nos músculos da mastigação, a dor pode irradiar para outras regiões, fazendo o paciente acreditar que o problema está no ouvido ou que sofre apenas de dores de cabeça frequentes.

Quais são os principais sinais de DTM?

Além da dor na mandíbula, outros sintomas podem estar presentes, como:

• dores de cabeça frequentes
• dor próxima ao ouvido sem infecção aparente
• estalos ao abrir ou fechar a boca
• dificuldade para mastigar
• sensação de mandíbula travando
• dor na face
• cansaço na musculatura da mastigação
• desconforto no pescoço e nos ombros

Nem todas as pessoas apresentam os mesmos sintomas, por isso a avaliação clínica é fundamental.

Nem toda dor de cabeça é enxaqueca

Em alguns pacientes, a dor causada pela DTM pode ser confundida com outros tipos de cefaleia.

Uma característica importante é que ela costuma piorar durante movimentos da mandíbula, como mastigar, falar por muito tempo ou bocejar.

Identificar a origem da dor é essencial para que o tratamento seja direcionado corretamente.

O diagnóstico faz toda a diferença

Como diferentes problemas podem provocar sintomas semelhantes, o diagnóstico da DTM deve ser realizado por meio de uma avaliação clínica detalhada.

O profissional analisa o funcionamento da mandíbula, a musculatura, a articulação e o histórico do paciente para compreender a origem do desconforto.

Olhar além do local da dor

Na Ortopretti, entendemos que a dor nem sempre aparece exatamente onde o problema está.

Por isso, o tratamento da DTM vai além da articulação.

Ele busca compreender o funcionamento da mordida, da musculatura e de toda a dinâmica da mandíbula para oferecer um cuidado individualizado.

Porque, muitas vezes, aquela dor de cabeça insistente ou o desconforto próximo ao ouvido não começam na cabeça nem no ouvido.

Eles podem começar na mandíbula. 🦷✨


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Ingrid Detilli

Endontista