Com o passar dos anos, é comum que algumas mudanças aconteçam no corpo.
Mas sentir dor ao mastigar, perceber estalos frequentes na mandíbula ou conviver com desconforto facial constante não deve ser considerado algo “normal da idade”.
A Disfunção Temporomandibular (DTM) também pode afetar pacientes idosos — e muitas vezes os sinais acabam sendo ignorados ou confundidos com o próprio envelhecimento.
Na prática clínica da Ortopretti, é comum encontrar pacientes que passaram muito tempo se adaptando ao desconforto antes de entender que existia algo por trás dos sintomas.
O que é DTM?
A Disfunção Temporomandibular é um conjunto de alterações que envolvem a articulação temporomandibular, os músculos da mastigação e estruturas relacionadas ao funcionamento da mandíbula.
Ela pode impactar movimentos essenciais do dia a dia, como:
• mastigar
• falar
• abrir e fechar a boca
• bocejar
Quando existe desequilíbrio nesse sistema, o organismo pode começar a responder com dor, tensão ou limitação funcional.
Por que os idosos merecem atenção especial?
Com o envelhecimento, algumas mudanças naturais podem influenciar o funcionamento da mandíbula.
Entre elas:
• desgaste natural das estruturas articulares
• perda dentária ao longo da vida
• alterações na mordida
• redução de suporte muscular
• adaptação funcional acumulada por muitos anos
Além disso, muitos pacientes convivem durante décadas com hábitos de apertamento ou sobrecarga muscular sem perceber.
Os sintomas nem sempre aparecem como dor na mandíbula
Em muitos casos, a DTM se manifesta de formas diferentes.
Alguns sinais que merecem atenção incluem:
• dificuldade para mastigar
• sensação de travamento
• estalos frequentes
• dores de cabeça recorrentes
• desconforto próximo ao ouvido
• cansaço muscular facial
• sensação de que a mordida “mudou”
Por isso, nem todo sintoma aparece exatamente onde está a origem do problema.
Conviver com desconforto não é adaptação saudável
Muitos pacientes idosos diminuem a força da mastigação, evitam alimentos ou mudam hábitos sem perceber.
Com o tempo, essas adaptações acabam sendo incorporadas à rotina.
Mas reduzir função para evitar dor não significa resolver o problema.
Significa que o corpo encontrou uma forma de compensar.
O tratamento vai além da articulação
Hoje, o tratamento da DTM não busca olhar apenas para a mandíbula.
Também é importante avaliar:
• musculatura facial
• qualidade do sono
• hábitos de apertamento
• funcionamento da mordida
• condições gerais de saúde
• impacto na rotina alimentar
Cada paciente possui uma história diferente — e isso influencia diretamente a forma de conduzir o cuidado.
Envelhecer não significa sentir dor
Na Ortopretti, entendemos que envelhecer com qualidade também inclui manter conforto para falar, mastigar e viver sem limitações desnecessárias.
Dor persistente, tensão e dificuldade funcional não devem ser vistos como parte obrigatória do envelhecimento.
Porque envelhecer faz parte da vida. Conviver com dor não precisa fazer. 🦷✨
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